TIÃO CIDADÃO DENUNCIA

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO NA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) NITERÓI. FACULDADE DE EDUCAÇÃO.

Na semana em que o Estados Unidos elege um presidente negro, no Brasil, precisamente em Niterói, Rio de Janeiro um negro sofre todos os tipos de discriminação que se pode imaginar dentro de uma sala de aula na Universidade.

Fui convidado pelo psiquiatra e professor da Universidade Federal Fluminense professor e doutor Hélio Mattos, para participar como convidado de um trabalho da Pós Graduação, Prevenção a Drogas e Escola, que seria apresentado por um grupo de alunos, dentre os quais, psicólogo, pedagogo, assistentes sociais e outros. O eixo temático era álcool e drogas, redução de danos e consenso.

Duas alunas, que se identificaram como psicóloga e pedagoga, questionaram o professor Hélio Mattos, a minha presença no auditório da Faculdade de Educação Paulo Freire, segundo elas eu não era aluno, portanto não poderia estar naquele espaço. O professor Hélio Mattos respondeu, que havia consultado a turma anteriormente sobre a minha presença, e que houve um consenso dos alunos.

E que a minha presença devia-se ao fato de eu estar fazendo um curso de extensão à distância, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Atenção as Drogas (SENAD), e que em virtude de eu estar fazendo um trabalho, onde o eixo temático era redução de danos. E por se tratar de uma Liderança Comunitária de Niterói, já que a Universidade tem como proposta buscar esta interação com as Comunidades, daí o convite.

Na minha falação sobre redução de danos, onde enfoquei o Art. 196 da Constituição Brasileira onde trata da saúde como direito de todos, dever do Estado, garantidos mediantes políticas sociais e econômicas, que visem à redução de riscos de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário ás ações e serviços para a promoção e recuperação. Foi possível falar rapidamente sobre as Redes Sociais. Devido ao clima de hostilidade por parte das alunas, não pude falar sobre o Seminário de Atenção às Drogas que Niterói estará realizando, conforme parcerias SENAD, UNIÃO EUROPÉIA, dia 14 de novembro, na Unilasalle.

Demonstrando desprezo pela minha presença e fala as duas alunas, psicóloga e a pedagoga, insistiam durante minha falação em fazer uma leitura de um texto, que mantinham consigo, ora conversavam entre si. Parei por alguns segundos minha fala e pedi-as que prestassem atenção, uma aluna ao lado respondeu que elas não eram obrigadas a me ouvir. Houve uma intervenção do professor Hélio Mattos, pedindo respeito as alunas.

A conselheira Tutelar do I Conselho Tutelar, Senhora Terezinha, assistente social, levantou-se da cadeira e pediu respeito às duas alunas, alegando se fosse um doutor que estivesse palestrando o comportamento das duas seria outro.

O tempo todo as alunas ignoravam a minha presença me olhavam com desprezo. Ás doze horas os alunos saíram para o almoço, como o ambiente não correspondia a minhas expectativas pedi desculpa ao professor Hélio Matos, dizendo que não poderia ficar na parte da tarde em virtude de ter outros compromissos.

O que é estarrecedor de tudo isto é que as duas estudantes trabalham na Subsecretaria de Direitos Humanos de Niterói. Ambas sabedoras da minha ida para a Conferência Nacional de Direitos Humanos como Delegado Nacional, onde preciso ouvir e discutir as diversas demanda inerente a violações e garantias dos direitos Humanos. E no caso da droga é a área em que as violações se dão de todas as formas.

Sebastião da Silva. (Tião Cidadão)

Conselheiro do Orçamento Participativo de Niterói

Delegado da Conferência Nacional de Direitos Humanos

Aluno do curso de capacitação para conselheiros municipais de prevenção ao uso indevido de drogas, SENAD/UFSC, SENASP, M.JGSI.

Membro da comissão organizadora do Seminário: Niterói, Indicação Nacional de atenção às drogas.

Niterói, 08/11/2008