Loucos pela Diversidade

Ação será apresentada em Minas Gerais durante a Semana da Luta Antimanicomial de Betim

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/ MinC) e a Fundação Oswaldo Cruz do Ministério da Saúde (Fiocruz/MS), por meio do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS) e da Caixa Econômica Federal, apresentam ao público mineiro a ação Loucos pela Diversidade e o I Edital de Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade: Austregésilo Carrano. O lançamento ocorre nesta quinta-feira, dia 21 de maio, às 14h, no Auditório do Centro Administrativo da cidade de Betim e faz parte das comemorações da Semana da Luta Antimanicomial.

A parceria entre os órgãos firmou-se em agosto de 2007, quando foi realizada a Oficina Loucos pela Diversidade, que teve como objetivo a construção de ações e diretrizes para as políticas públicas de cultura. Além deste edital, o resultado da Oficina gerou publicação com o mesmo nome, da qual já foram distribuídos mais de três mil exemplares em diferentes eventos nacionais e internacionais.

O Ministério da Cultura, através da SID, vem reafirmando seu compromisso de democratização e de valorização da produção cultural brasileira, reconhecendo que a estética de pessoas em sofrimento psíquico fazem parte da identidade diversa do país.

O avanço da reforma psiquiátrica brasileira se fortalece na dedicação e militância histórica do movimento da luta antimanicomial. Nos últimos 20 anos, trabalhadores da saúde junto com familiares, pessoas em sofrimento psíquico, e outros que se identificam com a luta por uma sociedade sem manicômios, ampliam conquistas de vida digna e de cidadania, rompendo com a lógica da loucura e exclusão.

Austregésilo Carrano

É tradição da SID/ MinC homenagear em seus editais de premiação pessoas de destaque do segmento cultural em que atua. Neste primeiro edital de fomento à produção artístico cultural do campo da saúde mental o tributo será prestado a Austregésilo Carrano. O escritor, além de sua importância histórica pela luta antimanicomial, teve coragem de fazer de sua vida uma obra literária, que no cinema levou ao público a necessidade de uma sociedade sem manicômios.

Uma das grandes contribuições para o avanço da reforma psiquiátrica brasileira foi o fomento à produção artístico-cultural num exemplo de cidadania. Dentro deste contexto, Carrano tem um papel importante, já que como ator e diretor de teatro, e por meio de sua bibliografia, que serviu de base para a produção do filme Bicho de Sete Cabeças, denuncia os maus tratos da tradição manicomial da psiquiatria brasileira.

Mais informações pelos sites www.cultura.gov.br e www.ensp.fiocruz.br.

Comunicação SID/MinC

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