Mapeamento dos Terreiros no Rio de Janeiro

O ministro Edson Santos e o reitor da PUC-RJ, padre Jesús Hortal Sánchez, assinaram na última segunda-feira (25/08) o convênio para a realização da pesquisa Mapeamento das Casas de Religiões de Matrizes Africanas no Rio de Janeiro. A inovação do projeto é a construção de um banco de dados que permitirá que cada terreiro seja mapeado com a tecnologia Global Positioning System (GPS). A metodologia vai viabilizar o cruzamento de dados sobre relevo, clima e demografia, entre outras. Estes dados qualitativos e georreferenciados estarão disponíveis na internet. Desta forma, de qualquer parte do mundo será possível obter informações sobre os 7 mil terreiros existentes no Estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa já está em andamento há seis meses, e foi tomada como projeto-piloto do Programa Terreiros do Brasil, do Governo Federal, que prevê ações de salvaguarda em casas tombadas como patrimônio histórico cultural e em outros terreiros com importância histórica.

Terreiros do Brasil – Atualmente, apenas seis terreiros são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Todos foram visitados este ano por técnicos da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da SEPPIR. A maioria está localizada em Salvador (BA) estão a Casa Branca, Axé Opô Afonjá, Gantóis, Bate Folha e Alaketo – Ilê Maroiá Láji. A exceção é a Casa das Minas, em São Luís (MA). Em todos os seis terreiros foi constatada a desatenção do Poder Público. Além de conviverem com a intolerância religiosa, os terreiros são alvo da perda de território e ação do tráfico de drogas, que limita a atuação das práticas religiosas e circulação dos freqüentadores dos cultos de matriz africana.
O mapeamento georreferenciado, que será levado aos demais estados brasileiros após a conclusão do projeto-piloto no Rio de Janeiro, vai permitir a integração de todas as ações técnicas e comunitárias relativas às questões dos terreiros, assim como ações específicas em cada uma destas comunidades tradicionais.

Fonte: SEPPIR